SE O STF QUIS ATINGIR ROMEU ZEMA, O TIRO SAIU PELA CULATRA.
Leilani, boa tarde, um prazer estar aí com vocês. Eu não fui notificado, até me parece que tem sido um modo exoperante do Supremo, em especial de alguns ministros, fazerem isso sem dar o devido direito de defesa à outra parte, de forma que tudo é sigiloso e quando você toma conhecimento já está num estágio mais avançado. E eu tenho, Leilani, criticado essa farra dos intocáveis desde o início, assim que
saiu o escândalo Banco Master, que na minha opinião é o maior escândalo da história do Brasil, inclusive pela primeira vez na história nós estamos assistindo ministros do Supremo, com uma conexão extremamente próxima, compartilhando voos, ambientes, festas, ligações com o maior chefe do crime organizado. Isso é extremamente grave e eu como mineiro inconformado, indignado, eu tô colocando pra fora de todas as minhas... de tudo que eu posso fazer no sentido de estar alertando.
Inclusive amanhã, dia da Inconfidência Mineira, concluindo aqui, estou seguindo para Ouro Preto para participar lá e eu carrego isso comigo. Eu não vou engolir isso. O Supremo Tribunal Federal do Brasil mudou, se transformou num supremo palcão de negócios, onde quem tá ali tá vivendo no luxo e o brasileiro no lixo. E além de tudo, além de falta de transparência, além de conexão com o crime organizado,
atuando de maneira autoritária e arbitrária. Isso causa mais indignação. Se eles queriam me atingir, o tiro vai sair pela culatra, porque a minha indignação em conformismo só aumentou desde que eu tomei conhecimento disso. Nós vivemos numa democracia.
Caricatura, fantoche, charge, faz parte. Ele vai ter de prender, eu acho, toda a mídia, pelo que eu acompanho, que eles estão sendo criticados pelo que fizeram, deveriam era colocar o rabo no meio da perna, renunciar e falar, deixa alguém com mais lisura, com mais transparência, assumir o meu cargo, que eu não sou digno desse cargo. É assim que eu penso e vou continuar.
Governador Otávio Guedes, prazer falar com o senhor novamente. Governador, o senhor falou em tiro sair pela culatra. Acho que assim, do ponto de vista eleitoral, foi um ganho grande para o senhor. Numa eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senhor conseguiu o mais importante, que é atrair a atenção. Dificuldade, por exemplo, que o Caiado está tendo, de atrair a atenção.
A sua campanha é pautada, assim, num discurso antissistema, você falou da indignação, o luxo, o lixo, isso reforça a imagem de antissistema. Ou seja, primeiro, se o senhor reconhece o ganho eleitoral, ou seja, eu vou até brincar que o Gilmar Mendes hoje é seu maior cabo eleitoral, esse é um ponto, se você reconhece esse ganho eleitoral. E o segundo é o seguinte, a forma como o senhor faz essa crítica, que usa ali um vilacésamo, bonequinhos, etc., etc. Como é que foi essa ideia e se o senhor acompanha a prova, já que essa sátira é publicada
no seu perfil oficial? Queria saber a ideia, como foi, e se tem aprovação sua, e se o senhor reconhece que o Gilmar Mendes hoje é seu grande cabo eleitoral. Otávio, primeiro eu preciso deixar muito claro aqui que eu nunca tive na minha vida nenhum plano pessoal de poder. Eu fui eleito em Minas Gerais governador de Minas por essa mesma indignação e inconformismo que eu falei agora há pouco. Vocês acompanham, vocês sabem que o PT, o Pimentel, destruíram Minas Gerais.
O que me fez entrar na política foi isso. Em 2015, 16, quando eu ainda era CEO da empresa, eu tive de reduzir o quadro da empresa em 2.500 funcionários. O mundo inteiro crescendo. A Ásia crescia, Estados Unidos, Europa e o Brasil engatando uma charré da maior recessão da história por causa da corrupção do PT, da Dilma, da Lava Jato, da Mala de Dinheiro
e por aí vai. E isso é que me fez entrar na política. E eu continuo com essa mesma luta hoje. Eu não tô aqui pra ganhar a eleição, não. Eu tô aqui pra fazer diferença. Eu quero é que quem esteja lá em Brasília
esteja atuando em prol dos brasileiros que ralam e trabalham como eu sempre fiz durante toda a minha vida. Então, meu pensamento é um pouco diferente da classe política. que ralam e trabalham como eu sempre fiz durante toda a minha vida. Então, meu pensamento é um pouco diferente da classe política. Eu fui eleito contrariando tudo e todos em 2018.
Fiz um bom governo contrariando o establishment político de Minas Gerais também, que apostou que eu não daria certo. E agora eu quero mostrar pro Brasil que existe uma forma nova de fazer governo. E vou te contar um caso aqui. Eu tenho um primo que é presidente do Morgan Stanley. Quando eu fui eleito em 2018, eu liguei pra ele e falei
Alessandro, o Estado de Minas e as estatais não terão nenhum contato com o seu banco para não gerar nenhuma suspeita. E assim foi feito. Ele continua lá presidente. Eu acho que nós temos de ter essa visão de separar o público e o privado no Brasil. E parece que temos, é misturado.
Então, não, ok. Isso aí reforça, eu entendo, o seu pilar da sua campanha, é exatamente isso que o senhor falou, eu entendo. Mas aí quando eu pergunto, eu chamo de Vila Sésamo, né, esses bonequinhos, fantoche, fantoche não é, Mapte, né, que chama. É bonequinho.
É, porque há dois caminhos para fazer a crítica. O senhor disse que o Supremo virou um balcão de negócios. Então sempre tem dois caminhos. Chegar você e ir para a procuradoria, mostrar as provas, acusar e fazer, ou fazer como o senhor está fazendo, uma sátira.
E dizer que é um balcão de negócios e transforma ali numa sátira. Por que o senhor optou pela sátira e não por entregar documentos comprovando que o senhor diz que o Supremo é um balcão de negócios? Otávio, primeiro, eu não tenho poder de investigação como a polícia tem, mas eu já entrei juntamente com o Partido Novo com o processo de impeachment de ministros do Supremo. A primeira vez na história que um governador faz isso.
E como o brasileiro gosta muito de brincadeira, de desenhinho, de bonequinho, nós optamos por fazer isso e eu fui o maior entusiasta dessa ideia. O que nós pudermos comunicar de forma acessível para que o brasileiro tome conhecimento da farra dos intocáveis, eu sou totalmente favorável. E nós estamos vendo aí diversos meios de comunicação fazendo o mesmo.
Charges muito inteligentes. Desculpa lhe interromper, mas então o senhor admite, o senhor sabe que esse caminho que o senhor escolheu, ele tem um efeito eleitoral, ele tem um apelo popular. Bom, foi o intuito. Será que o brasileiro acha que é normal o que está acontecendo no Supremo? E acho que a maneira interessante, mais chamativa de estar demonstrando isso é através dessas charges que inclusive ontem eu publiquei uma na minha rede social da revista Oeste mostrando como se escreve
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— Ruben, Netherlands
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Get started freeotário com 10 letras aí um ministro fala para o outro brasileiro então é isso eu acho que é brincando que nós avançamos. Isso acontece na educação dos filhos, acontece entre chefes subordinados. E nós estamos numa democracia. Eu, como governador, fui muitas vezes alvo desse tipo de ação. Agora, me pergunte se eu fui contra a liberdade de expressão
de forma alguma, eu até ria do que escreviam sobre mim. Eu acho que nós temos que ter esse espírito democrático. Pois é. E não autocracia, como estamos vendo lá no Supremo. Então, governador, nesse momento, ou seja,
reforças a ideia de que um Supremo refratário há críticas ou há sátiras, ou seja, reforça a ideia de que um Supremo refratário a críticas ou a sátiras, ou seja, reforça a ideia de intocáveis e reforça a imagem também do senhor fazer uma campanha cujo pilar central é um homem indignado contra a política, contra o sistema. E aí que eu pergunto, então Gilmar Mendes se transformou no seu principal cabo eleitoral, mesmo que involuntariamente. Otávio, eu tenho apresentado as minhas propostas, que é acabar com essa farra dos intocáveis, e tenho apresentado propostas impopulares também.
Eu sou favorável a uma reforma previdenciária 2, porque a última foi... Nós temos que deixar claro, a minha forma de agir é para consertar os problemas do Brasil muito mais do que visando interesse eleitoral. Alguma coisa como essa pode estar capitalizando eleitoralmente e outras tendo efeito contrário, mas eu estou aqui para mostrar o que é preciso. Acho que o brasileiro hoje já tem uma certa maturidade para saber que milagre não existe e que esses absurdos, essa farra lá de Brasília precisa acabar uma hora.
Governador, Thomas Droma aqui do Rio, é prazer falar com o senhor. Eu queria, o senhor logo falou de reforma da Previdência, eu queria falar de outra questão da sua defesa, que é a defesa de privatizações em massa. Isso é um tema que parou de se discutir no Brasil. Qual é a sua lógica sobre redução do tamanho do Estado e a questão, por exemplo, aumento real do salário mínimo, políticas sociais.
Qual é o choque fiscal que o senhor pretende fazer se o senhor for eleito? Com relação à privatização, que é exemplo melhor do que o que está acontecendo com o BRB, nenhum banco privado teve esse grau de envolvimento desse banco estatal. Dá pra ver que aquilo ali foi utilizado pra fazer politicagem. Nós já tivemos semelhança com Caixa Econômica Federal no passado, Petrobras totalmente envolvida no passado.
Será que é isso que nós queremos? O governo pode até continuar sendo sócio, ele só não pode mandar nessas empresas como tem mandado e desmandado em benefício da politicagem. Então, eu sou totalmente favorável. E se nós pegarmos os valores dessas empresas e
investirmos em infraestrutura, melhoria das estradas, quantos milhares de vidas nós vamos estar salvando por ano? Nós temos aí uma quantidade enorme de acidentes em estradas que já deveriam ter sido duplicadas há muito tempo. Então, não é pra poder gastar, não é pra fazer investimento e o Brasil vai avançar e essas empresas vão ficar mais eficientes.
Eu sou favorável à recomposição salarial pela inflação do salário mínimo, o brasileiro não pode ter perda, aposentadoria, item, agora nós vamos atacar a gastança. Essa gastança é que está provocando os juros altos, que estão provocando o maior endividamento das famílias no Brasil. E quando se fala atacar a gastança do PT, é em todas as frentes. Na hora que nós tivermos um programa de governo, uma reforma administrativa, uma
revisão de programas sociais que demonstrem que nos próximos 50 anos nós vamos economizar 50 bilhões, trilhões de reais passando a faca, os juros já caem automaticamente e a vida do brasileiro melhora. Governador, boa tarde. Aqui é o Daniel perguntando. Eu queria ficar nessa parte da área fiscal porque me parece um aspecto super, super importante.
Então se eu entendi corretamente, o senhor está falando de reajustes do salário mínimo que apenas recompõem a inflação, no caso de aposentadorias. Está falando também de uma reforma previdenciária, uma reforma administrativa. Que outros elementos, inclusive, estariam presentes nessa faca que o senhor faz referência? Porque a faca às vezes fica um pouco subjetiva. O que seria essa faca?
O que seriam esses gastos tão representativos? Além, claro, do que o senhor mencionou em termos de previdência, em termos de salário mínimo, em termos de reforma administrativa. Eu também acabaria com todas as caixas pretas, que é o que mais tem em Brasília. Tudo que eu gastei, usei de recursos, de aeronaves enquanto governador, no mês seguinte estava publicado no portal da transparência. Eu vou exigir isso de todo funcionalismo federal, de ministros. Ninguém vai ficar voando pra lá e pra
cá, gastando sem ter de prestar contas, não. Cartão corporativo do presidente, no mês seguinte, vai estar disponível pra todo mundo ver com o que que gastou. Isso sinaliza muita mudança. Exemplo não muda tudo, mas sem bons exemplos você não avança. E foi o que eu fiz aqui em Minas. Tirei os garçons de todos os secretários meus e dei uma máquina de café expresso
pra cada um colocar no seu gabinete. Pra que garçom se você pode levantar e servir seu café, sua água? Então isso vai ser feito. E além disso, eu sei que isso é mais simbólico do que efetivamente em termos de valor, mas vamos rever os programas sociais. Tem aí milhões de marmanjões, homens de 20, 30 anos, deitados em sofá o dia todo,
julgando o tigrinho, julgando o videogame, nas redes sociais. Eu vou colocar esse pessoal. Ou vão ter de fazer um curso de qualificação, ou vão ter de ser voluntários na prefeitura um, dois dias por semana,
ou então vão ter de aceitar a proposta de emprego que aparece e que eles hoje é tem negado esse tipo de proposta. Então são mudanças que visam a valorizar quem é produtivo, quem quer trabalhar e não quem quer viver como parasita. Parece que esse governo nosso ele tem incentivado de certa maneira essa dependência e nós temos de quebrar esse círculo vicioso.
Governador, eu queria falar de um outro vídeo da sua campanha e foi um vídeo de algumas semanas atrás do senhor com o também candidato Flávio Bolsonaro, vocês ficaram brincando sobre quem vai ser vice de quem. E o senhor sabe que existe aí várias pessoas dentro do seu próprio partido que acham que poderia... o melhor acordo possível seria em que o senhor pudesse ser vice do senador Flávio Bolsonaro e um acordo entre o PL e o novo em torno da candidatura do Matheus
Simões aí em Minas Gerais. Como é que estão essas conversas? O senhor vai até o fim, o senhor pode ser vice? Como é que estão essas conversas? Eu respeito o Flávio, estive com o pai dele em agosto. O próprio Bolsonaro é favorável a que a direita tenha diversos candidatos, é o mesmo que aconteceu recentemente no Chile,
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Get started freee que acabou elegendo um candidato de direita. Nós estaremos, sim, todos juntos no segundo turno, mas eu levarei a minha pré-candidatura e candidatura até o final, e a partir de hoje ainda tem mais um motivo para levá-las adiante que é estar combatendo essa farra dos intocáveis que eu já estava e agora eu vou intensificar. Governador, Marcelo Lins aqui agora com a pergunta, o senhor acabou de dizer se colocando aí como um candidato eventualmente entre outros tantos candidatos da direita
que é o que está acontecendo no Brasil, citou o exemplo do Chile, o Chile não elegeu apenas um candidato da direita, elegeu um candidato que notoriamente é um defensor da ditadura de Augusto Pinochet. O Brasil passou recentemente por uma tentativa de golpe e eu queria saber qual o seu posicionamento em relação a isso, quer dizer, até mesmo nesse enfrentamento do Supremo. O senhor não teme, como dizem alguns críticos, que atacar demais o Supremo possa, e os próprios entregantes do Supremo sempre vêm com esse argumento da importância de se preservar a instituição, e diante do que aconteceu num passado muito recente, o senhor não teme
estar sendo visto como alguém que menospreza a democracia ou os perigos que rondam a democracia, isso não faz parte das suas preocupações? Ou sim, e nesse contexto, o senhor também, se eleito for, está pronto a pensar numa anistia para o ex-presidente Bolsonaro? É nessa linha que o senhor vai também, como já disse o Caiado, por exemplo? Primeiro, eu fui eleito duas vezes governador de Minas, democraticamente, respeito as instituições,
agora eu não concordo com ministros estarem próximos, compartilhando voos, festinhas, ligações com o maior chefe do crime organizado do Brasil. Será que alguém concorda com isso? Eu concordo. Então, vou criticar aquilo que merece ser criticado, sim. Não ficarei calado diante desse absurdo.
E, inclusive, vocês da mídia têm feito um belo trabalho no sentido de denunciar isso. Podem contar comigo. Vou anistiar, é um absurdo, as penas que foram impostas a quem participou de uma manifestação, inclusive empresário que doou R$ 500,00 para que as pessoas fossem, virou agora um conspirador contra o Estado de Direito, contra a democracia. O que eu estou vendo é que esse tipo de reação é que está ferindo muito mais a democracia do Brasil e quem me conhece
acompanhou o meu trabalho sabe que sempre respeitei o legislativo, o judiciário, eu tenho uma maneira ponderada de atuar e vou continuar dessa maneira. Quem hoje está oferecendo risco à democracia do Brasil são ministros que se aliaram ao crime organizado. E tá notório o contrato de 129 milhões. Governador, eu lhe agradeço imensamente, Romel Zema, pela sua participação aqui no Estúdio I. Muito obrigada pelo seu tempo, por ter esclarecido aqui essas questões que a gente colocou.
Foi um prazer. Boa tarde a todos. Boa tarde para o senhor também.
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